terça-feira, 9 de novembro de 2010

O transexualismo e a identidade sexual

O texto que se segue, é um resumo do texto "O transexualismo e a identidade sexual" do  livro O estado atual do biodireito de Maria Helena Diniz, 6º Ed. : Saraiva 2009:


A condição sexual da pessoa que rejeita sua identidade genética e a própria anatomia de seu gênero é chamada de transexualidade, pois o indivíduo se identifica psicologicamente com o gênero oposto.

O portador desse desvio psicológico permanente, é conhecido como transexual que rejeita seu fenótipo natural, tendenciando à automutilação ou auto-extermínio, já que possui a convicção que nasceu com o corpo errado.

O verdadeiro transexual é um doente, não estando impelido por libertinagem ou vício de agir conforme o sexo oposto ao seu. Sua dignidade deve ser respeitada, já que não foi favorecido pela sorte, sofrendo de perturbação de identidade sexual.

O transexual apresenta uma anomalia surgida no desenvolvimento da estrutura nervosa central, por ocasião do seu estado embrionário, que contudo, não altera suas atividades intelectuais o profissionais. Em regra,  média do quociente de intelectual de um transexual, varia entre 106 e 118, ou seja, um pouco superior à média.

A inserção social do transexual é muito difícil, assim como o seu acesso a uma profissão já que sofre rejeição pela família, sendo ridicularizado pela sociedade e marginalizado socialmente em locais onde deve apresentar documento pessoal. Quem daria emprego a um homem vestido de mulher ou a uma mulher com indumentária masculina?

O desemprego do transexual não está relacionado a sua capacidade ou incapacidade intelectual, mas à inadequação do registro civil à sua aparência. Daí o motivo pelo qual, ao fazer a operação de mudança de sexo, vem a pleitear a adequação do prenome e do sexo no registro civil, facilitando assim o seu acesso a uma profissão.

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